sexta-feira, 19 de março de 2010

Saiba mais sobre a primeira capital mato-grossense: Vila Bela da Santíssima Trindade
Nesta video-aula são relatados alguns aspectos relacionados à edificação de Vila Bela às margens do rio Guaporé no extremo Oeste da fronteira da América Portuguesa com o domínio espanhol. As razões da instalação da primitiva capital mato-grossense no vale do Guaporé. O abastecimento da capital era feito pela Companhia de Comércio do Grão-Pará e Maranhão.A decadência da produção de ouro causou um grande empobrecimento dos habitantes de Vila Bela da Santissima Trindade. A insalubridade do clima local provocou pesadas baixas em sua população, inclusive vitimando dois capitães-generais da Capitania de Mato Grosso.

terça-feira, 16 de março de 2010

Saiba mais sobre o turbulento contexto histórico que culminou na morte do governador Totó Paes

O professor de História do CNDL, Edenilson Morais, aborda nesta video-aula o contexto político do início do século 20 com as alianças e dissidências políticas que originaram um acirrada disputa pela hegemonia no estado levando à violentas contendas, cujo desfecho mais trágico foi o assassinato do então governador de Mato Grosso, Antônio Paes de Barros, o conhecido "Totó Paes".

segunda-feira, 15 de março de 2010

O caráter violento da mineração mato-grossense durante o período colonial




Abordagem acerca do caráter violento presente na sociedade mineradora do período colonial em Mato Grosso e Goiás, locais em que roubos, raptos e até mesmo assassinatos eram constantes. Além da sistemática atuação dos bandoleiros e salteadores, existia o perigo iminente do ataques de índios bravios e de escravos quilombolas

domingo, 14 de março de 2010

Historiografia recente revisa as características da escravidão negra em Mato Grosso

Edenilson Morais, professor de História do Colégio Notre Dame de Lourdes, comenta a revisão historiográfica acerca da utilização do escravo negro em Mato Grosso durante o período de vigência da escravidão. A desmistificação da ideia de escravo "coisa", sem vontade própria, e desconstrução da imagem de "vítima" do sistema alastrado pelo "imaginário do tronco". Novas abordagens sobre a instituição da escravidão baseada em fontes documentários trazidas à lume pelo trabalhos recentes dos historiadores.

sábado, 13 de março de 2010

CRÔNICA
O malabares



Diante do farol, vejo que o malabarista fez da faixa de pedestre o seu picadeiro improvisado. (Certa vez um conhecido quis repetir um truque que vira num farol na cidade em que morava, e desastradamente acabou engolindo um bocado de álcool.) Atira pro alto suas coloridas clavas no intuito de que sejam vistas pelo maior número de condutores. Recém libertas do alçapão, elas giram suaves e obedientes aos lentos e repetitivos movimentos do andrajoso mago do farol. Na falta de um traje convencional, ele resolveu cobrir-se de trapos. É a beleza gratuita do sinal semafórico. E representa agora na capital do estado o declínio, a falência e a queda do circo. Me fez lembrar de uma matéria que li, tempos atrás, sobre os decrépitos leões abandonados nas estradas pelos impassíveis donos de circo.
Enquanto o malabares se apresenta, imagino ouvir os divertidos acordes de uma orquestra circense. Ele aparenta entusiasmo. Ainda que alguma coisa venha a dar errado, ele sabe como agir. Tem tudo sob o controle. Gargalhará como um legítimo palhaço, e recomeçará sem o menor constrangimento.
Sob a velha cartola, seus cabelos estão em completo desalinho e empapados de suor. Circo do céu ou do sol escaldante?, me pergunto. Atravessamos o deserto do Saara, em pleno carnaval. No cruzamento das avenidas Mato Grosso com a Tenente Coronel Duarte, com extrema agilidade e destreza, o maestro mal-ajambrado sincroniza os objetos que atira pro ar de instante a instante. Grudou um sorriso na cara, bem embaixo do nariz de palhaço. Exagerado como a própria maquiagem.
Misero mago malabarista mal-ajambrado, como pode saber o momento exato de interromper as acrobacias? Rufam-se os tambores! A qualquer momento, o sinal vai se abrir. Ele se apressa. Tenta, a qualquer preço, sensibilizar os motoristas. Caminha agora com humildade entre o desprezo de uns e a caridade de poucos. Todo encanto e magia desapareceram subitamente de seu magro semblante. Acaba de incorporar um pedinte humilhado. Não tivesse visto o seu desempenho, acreditaria que fosse um qualquer com a mão estendida rente ao vidro que o separa de seu respeitável público...
Desce uma escura lona sobre sua alma circense.
O sinal fica verde novamente.
O circo improvisado é desfeito às pressas. Seu rosto foi de lívido a trágico em menos sessenta segundos. Sua maquiagem, neste momento, lembra uma antiga máscara grega. Corre pra calçada. Tudo o que ele menos quer é ser atropelado. Se pudéssemos nos aproximar um pouco mais, num close poderíamos perceber todos os tiques que ele apresenta. Inclusive, acompanharíamos o rastro úmido que uma translúcida gota vai deixando para trás ao escorrer agora pela sua carranca ressecada. Junto à faixa de pedestres, diante do farol, ele se prepara.
Corta o fluxo de automóveis, feito um novo Moisés.

Odair de Morais é escritor, acadêmico de Comunicação Social na UFMT, e colabora com o DC Ilustrado.
professor_odair@hotmail.com

Saiba mais sobre a Marcha para o Oeste e os seus desdobramentos em Mato Grosso
O professor de História, Edenilson Morais faz uma descrição de alguns aspectos da colonização do território mato-grossense durante a Estado Novo (1937-1945) com a deflagração da chamada "Marcha para o Oeste", que promoveu vários desdobramentos no processo colonizador da região mato-grossense e amazônica.

sábado, 6 de março de 2010

Os novos rumos da pecúária


Música "Peão" enfoca a transformação na atividade criatória em Mato Grosso, com o advento da Pecuária intensiva


Almir Sater - Peão

Composição: Almir Sater e Renato Teixeira

Diga você me conhece

Eu já fui boiadeiro

Conheço essas trilhas

Quilômetro, milhas

Que vem e que vão

Pelo alto sertão

Que agora se chama

Não mais de sertão

Mas de terra vendida

Civilização
Ventos que arrombam janelas

E arrancam porteiras

Espora de prata riscando as fronteiras

Selei meu cavalo

Matula no fardo

Andando ligeiro

Um abraço apertado

E um suspiro dobrado

Não tem mais sertão
Os caminhos mudam com o tempo

Só o tempo muda um coração

Segue seu destino boiadeiro

Que a boiada foi no caminhão
A fogueira, a noite

Redes no galpão

O paiero, a moda,

O mate, a proza

A saga, a sina

O causo e onça

Tem mais não
Ô peão....
Tempos e vidas cumpridas

Pó, poeira, estrada

Estórias contidas

Nas encruzilhadas

Em noites perdidas

No meio do mundo

Mundão cabeludo

Onde tudo é floresta

E campina silvestre

Mundão "caba" não
Sabe que "prum" bom viajante

Nada é distante

"Prum" bom companheiro

Não conto dinheiro

Existe uma vida

Uma vida vividaSentida e sofrida

De vez por inteiro

E esse é o preço "preu" ser brasileiro