Roteiro de estudos: O Coronelismo
1. (UFMT) Em relação ao predomínio
político das oligarquias no Brasil durante a Primeira Republica (1889-1930) e à
ação dos chamados coronéis, julgue os itens :
(
) Em Mato Grosso a disputa política ocorria entre a oligarquia do norte
composta pelos senhores de engenho, depois usineiros e a oligarquia do sul
composta por grandes pecuaristas e comerciantes.
(
) O coronelismo entendido enquanto um sistema de troca eleitoral,
proteção e favores de um lado, e voto de outro, possuí um caráter sempre
pacífico.
( ) O coronelismo tinha base familiar e rural;
o coronel era ao mesmo tempo um grande latifundiário e chefe patriarcal.
resposta: V, F, V
2. (UFGD) Com relação ao período da
história brasileira conhecido como República Velha, é CORRETO afirmar o
seguinte:
(A) Em Mato Grosso, devido ao
isolamento em que se encontrava esse estado em relação ao restante do país, não
se verificou o fenômeno conhecido como coronelismo.
(B) No estado de Mato Grosso, as
práticas políticas, embora tipicamente coronelistas, apresentavam caráter
essencialmente pacífico, sem o constante recurso à violência e às lutas
armadas, como era comum em outros estados brasileiros.
(C) Na porção norte de Mato
Grosso as lutas políticas eram caracterizadas pelos frequentes conflitos
armados, enquanto na porção meridional, devido à grande influência exercida
pela Companhia Mate Laranjeira, os embates políticos transcorriam dentro dos
limites das práticas eleitorais, sem o recurso à violência.
(D) Em Mato Grosso, o fenômeno do
coronelismo ocorreu de modo similar ao de muitos outros estados brasileiros,
sendo caracterizado pelo clientelismo, pelas fraudes eleitorais e pelo
constante uso da violência armada contra adversários políticos.
(E) Em Mato Grosso, o fenômeno
conhecido como coronelismo ocorreu apenas na primeira década do regime
republicano, uma vez que, nos anos subseqüentes, os novos migrantes que
chegaram ao estado promoveram uma renovação das práticas políticas, no sentido
do respeito à vontade dos eleitores e da recusa à utilização da violência como
forma de alcançar o poder.
resposta: [D]
03. (UNEMAT) Nas primeiras duas
décadas da República em Mato Grosso, ocorreram intensas disputas políticas,
tendo como marca o fenômeno do coronelismo. É característico desse processo.
a. Ausência de violência nas
disputas políticas e solução das divergências por intermédio de acordos e
alianças.
b. Em Mato Grosso o poder e
influência das oligarquias estavam concentradas nas mãos de diversas famílias,
que ora se uniam, ora se separavam, de acordo com seus interesses.
c. O poder das oligarquias e dos
coronéis foi obstáculo para que os governantes pudessem levar a contento os
seus projetos, uma vez
que esses se negavam a afirmar
alianças e compromissos.
d. As disputas entre o
comerciante Generoso Ponce e o usineiro Totó Paes, foram marcadas pela
cordialidade e alto nível, chegando sempre a um entendimento aceito por todos.
e. A ascensão de Dom Aquino
Corrêa ao governo de Mato Grosso significou o predomínio de uma das frações
oligárquicas na disputa conhecida como “Caetanada”.
resposta:[B]
03. (UFMS) - A respeito do
coronelismo e do banditismo na história do antigo Mato Grosso, especialmente
nas primeiras décadas do período republicano (1889-1943), é correto afirmar que
(001) são fenômenos sociais que
fizeram parte de um período da história regional, também caracterizado pelo uso
extremo da violência, fato que acabou por se confundir com o próprio modo de
vida dos matogrossenses daqueles tempos.
(002) o coronelismo foi o poder
exercido pelos coronéis do Exército Brasileiro, filhos de grandes
latifundiários, capazes de mobilizar forças militares e paramilitares para
combater os monarquistas locais.
(004) devido à extrema violência
registrada nesse período, a região mato-grossense chegou a ser conhecida como
terra sem lei, onde a única lei que havia estava atrelada ao artigo 44, isto é,
à lei imposta por meio do calibre 44.
(008) no sul do antigo Mato
Grosso, o banditismo e seus expoentes mais conhecidos, como Silvino Jacques e o bando dos Baianinhos,
originaram-se do cangaço nordestino, pois os primeiros bandidos que aqui
chegaram vieram do bando de famosos cangaceiros perseguidos desde o governo de
Floriano Peixoto.
(016) na zona pantaneira e na
faixa de fronteira com o Paraguai, o coronelismo e o banditismo não chegaram a
florescer devido à ação de tropas federais, responsáveis pela ordem na região e
pela defesa do território nacional.
resposta: V, F, V, F, F
04. (Unimontes) Concebemos o
coronelismo como resultado da superposição de formas desenvolvidas de regime
representativo a uma estrutura econômica e social inadequada. Não é, pois, mera
sobrevivência do poder privado (...). É antes uma forma peculiar de
manifestação do poder privado, ou seja, uma adaptação em virtude da qual os
resíduos do nosso antigo e exorbitante poder privado têm conseguido coexistir
com um regime político de extensa base representativa..
(LEAL, Victor Nunes. Coronelismo,
enxada e voto. In: COSTA, L.C.A .; MELLO, L.I.História do Brasil. São Paulo:
Scipione, 2000, p. 241)
Conforme o texto,
A) o coronelismo é a expressão da
força do poder privado, em seu momento áureo.
B) o coronelismo resulta da
imposição de um modelo político ditatorial, embora civil.
C) o coronelismo se fortalece, à
medida que o poder privado emerge no Brasil.
D) o coronelismo advém da
assimetria entre o modelo econômico e o modelo político.
resposta:[D]
05. (Fuvest) "Voto de
cabresto", "curral eleitoral", "eleição a bico de
pena", "juiz nosso", "delegado nosso",
"capangas" e "apadrinhamento" são expressões que lembram em
nosso país o:
a) liberalismo.
b) totalitarismo.
c) messianismo.
d) coronelismo.
e) comunismo.
resposta:[D]
06. (Uel) No Brasil, na denominada
República Velha, as oligarquias se eternizavam no poder graças ao controle
a) das filiações partidárias
através do voto secreto.
b) das eleições indiretas para os
cargos majoritários.
c) da política dos governadores e
da máquina do coronelismo.
d) do poder moderador que
privilegiava o poder regional.
e) do voto universal que permitia
a participação popular.
resposta:[C]
07. (Uel) O coronelismo, fenômeno
social e político típico da República Velha, embora suas raízes se encontrem no
Império, foi decorrente da
a) promulgação da Constituição
Republicana que institui a centralização administrativa, favorecendo nos
Estados as fraudes eleitorais.
b) supremacia política dos
Estados da região sul - possuidores de maior poder econômico - cuja força
advinha da maior participação popular nas eleições.
c) montagem de modernas
instituições - autonomia estadual, voto universal - sobre estruturas arcaicas,
baseadas na grande propriedade rural e nos interesses particulares.
d) instituição da Comissão
Verificadora de Poderes que possuia autonomia para determinar quem deveria ser
diplomado deputado - reconhecendo os vitoriosos nas eleições.
e) predominância do poder federal
sobre o estadual, que possibilitava ao governo manipular a população local e
garantir à oligarquia a elaboração das leis.
resposta:[C]
08. (UFPR) "Termo aplicado para
definir o mandonismo, o coronelismo é derivado de um dos postos honoríficos da
Guarda Nacional dos tempos do Império".
(ALENCAR, F. HISTÓRIA DA
SOCIEDADE BRASILEIRA. Rio de Janeiro, Livro Técnico, 1985, p.180 e seguintes)
Pergunta: Qual a influência do
coronelismo na vida política da 1ª República brasileira?
resposta:
Todo o sistema político da República Velha fundava-se na fraude, mesmo porque o voto não era secreto, o que permitia sua manipulação. O exercício da fraude eleitoral e da manipulação de votos, em geral, estava a cargo dos 'coronéis', grandes latifundiários espalhados pelos municípios. Detentores de grande poder econômico, uma vez que controlavam a produção agrícola, tinham também prestígio social e poder político nas suas localidades. Exerciam uma forma de clientelismo, estabelecendo seu controle sobre a população mais pobre, que via sob sua influência.
Todo o sistema político da República Velha fundava-se na fraude, mesmo porque o voto não era secreto, o que permitia sua manipulação. O exercício da fraude eleitoral e da manipulação de votos, em geral, estava a cargo dos 'coronéis', grandes latifundiários espalhados pelos municípios. Detentores de grande poder econômico, uma vez que controlavam a produção agrícola, tinham também prestígio social e poder político nas suas localidades. Exerciam uma forma de clientelismo, estabelecendo seu controle sobre a população mais pobre, que via sob sua influência.
09. (HM) Explique com as suas palavras,
como funcionava a "política dos favores" do Coronelismo.
resposta:Os coronéis tomavam setores da população sob sua proteção, exercendo um tipo de assistencialismo primitivo, mas aceito na falta de qualquer outro. Em troca, os coronéis exigiam obediência total da população sob sua influência, e essa sitação se manifestava, por exemplo, nas eleições, quando cada coronel controlava um verdadeiro "curral eleitoral", um "depósito" de votos, utilizado de acordo com os interesses do momento. Esse voto dirigido é também conhecido como o voto de cabresto, até portque não era raro que o coronel recorresse à violência para "convencer" o eleitorado a votar num candidato seu.
10. (Cesgranrio) Clientelismo e
política de favores são características da vida política brasileira na
República Velha, e ligam-se ao fenômeno:
a) coronelismo;
b) caudilhismo;
c) federalismo;
d) populismo;
e) messianismo.
resposta:[A]
11. (Mackenzie) A política dos
governadores, praticada durante a República Velha, tinha como base de
sustentação:
a) a manipulação exclusiva das
massas urbanas.
b) o voto do analfabeto,
garantido na Constituição de 1891.
c) o coronelismo, que através dos
"currais eleitorais" garantia a vitória para os candidatos oficiais.
d) o movimento operário, que era
atendido em suas reivindicações trabalhistas.
e) a política de valorização do
café, que favorecia todos os segmentos da sociedade.
resposta:[C]
12. (Uel)
I. "Para sua clientela ,
isto é, para a massa de agregados que dispunha de seus favores em troca de
absoluta fidelidade, (...) era cedido terras para o cultivo, ajuda nas doenças,
proteção nos problemas policiais etc., para os amigos e membros da família,
(...) ele distribuía cargos na administração pública, arranjava
empréstimos."
II. "As disputas eleitorais
também davam origem às chamadas eleições a bico de pena, ou seja, eleições
fraudulentas onde se registravam votos de pessoas que não existiam ou que já
haviam falecido..."
Os textos I e II descrevem fenômenos que identificam,
no Brasil, o
a) populismo e a Nova República.
b) tenentismo e o Regime Militar.
c) mandonismo e o Estado Novo.
d) coronelismo e a República
Velha.
e) parlamentarismo e o Segundo
Império.
resposta:[D]
13. (UFRS) Uma das bases da dominação
política das oligarquias regionais durante a República Velha era o
"coronelismo". Em relação às práticas coronelistas, leia as
afirmativas abaixo.
I - O coronel era o chefe
político local, utilizava-se de estratégias paternalistas de controle social e
era responsável pela manipulação do seu "curral eleitoral", que
deveria ser fiel aos candidatos oficiais nas eleições.
II - Para garantir o seu domínio
político, o coronel recorria a mecanismos de consulta popular essencialmente
democráticos e participativos, tais como plebiscitos e assembléias.
III - Embora na atualidade o
Estado brasileiro não seja formalmente oligárquico, as práticas coronelistas das
oligarquias continuam perceptíveis, principalmente nas regiões de menor
desenvolvimento econômico do país.
Quais estão corretas?
a) Apenas III.
b) Apenas I e II.
c) Apenas I e III.
d) Apenas II e III.
e) I, II e III.
resposta:[C]
14. (Uel) Leia o texto e veja o
cartum.
"(...) é o sistema de reciprocidade: de um lado, os chefes
municipais e os coronéis , que conduzem magotes de eleitores como quem toca
tropa de burros; de outro lado, a situação política dominante no Estado, que
dispõe do erário, dos empregos, dos favores e da força policial (...)"
(Vitor Nunes Leal.
"Coronelismo, enxada e voto". 4.ed. São Paulo: Alfa-Omega, 1995. p.
20.)

O texto e o cartum fazem
referência
a) à Constituição de 1891, que
obrigava todo o povo brasileiro a votar.
b) a uma prática política
eleitoral existente no Brasil desde a colônia.
c) ao controle exercido por
chefes políticos ligados às oligarquias.
d) ao direito constitucional que
os analfabetos tinham de votar.
e) à falta de vontade do eleitor
para votar nos políticos municipais.
resposta:[C]
15. (UFV) Analise o seguinte texto:
"É um fenômeno descrito como sendo o predomínio político exercido pelos
fazendeiros nas áreas sob a sua influência econômica e social. Suas raízes se
encontram na estrutura fundiária brasileira, a partir da República Velha,
baseada no latifúndio e na concentração da propriedade rural em mãos de poucas
famílias. Pode-se notar sua permanência em grande parte no interior brasileiro,
onde as populações ainda seguem a orientação dos políticos locais, geralmente
identificados com a propriedade da terra."
Esse texto faz referência a qual
fenômeno político?
a) Messianismo.
b) Coronelismo.
c) Agrarismo.
d) Regionalismo.
e) Provincianismo.
resposta:[B]
16. (Puccamp) Concebendo a
"cultura" no sentido de Gilberto Freyre - como expressão global da
vida política e do espírito, social e individual, vital e humana, pode-se dizer
que José Lins do Rego é a expressão literária da cultura da sua terra; é mais
da terra que dos livros. É a consciência literária da casa-grande e da senzala,
dos senhores de engenho e dos pretos, dos bacharéis e dos moleques, de todo um
mundo agonizante. Foi ontem, isso? Ou é ainda hoje assim, ou vive apenas na sua
memória incomparável?
(Otto Maria Carpeaux. O brasileiríssimo José Lins do Rego.
Prefácio a "Fogo morto")
O mandonismo local esteve
presente na sociedade brasileira desde o período colonial e adquiriu a forma de
"coronelismo" após a proclamação da República e vinculou-se à
existência
a) da produção cafeeira, da
expansão urbana e da política do café-com-leite.
b) do poder oligárquico, do
positivismo e da militarização do governo.
c) da produção de cana-de-açúcar,
do voto censitário e do regime parlamentar.
d) do voto de analfabetos, da
maçonaria e da política dos governadores.
e) do latifúndio, da troca de
favores e do voto de cabresto.
resposta:[E]
17. (UFRJ) "O coronel é o homem
que comanda a política nacional, porque ele é quem elege os homens que a fazem.
Sem ele, ninguém é eleito [...] Em verdade, o coronel é o homem que resolve os
casos sem solução. É ele quem atende o cidadão que bate à sua porta às três
horas da madrugada, porque não tem recursos [...] Ele se levanta e vai procurar
um médico, que o atende porque é seu amigo e leva a pessoa para a Santa Casa ou
ao hospital [...] Todo mundo pensa que o sujeito vai para o curral eleitoral à
força. Não, ele vai porque quer."
(Fonte: J.B.L de Andrada,
"Coronel é quem comanda a política nacional". Apud Neves, M. de S. e
Heizer, A. A ordem é o progresso. S.P. Atual, 1991, p. 71)
Na Primeira República
(1889-1930), o coronelismo aparece como uma característica marcante da vida
política nacional. No texto acima, um membro das elites locais explica o que
vem a ser o coronel, procurando justificar as relações de dependência que se
criavam em torno dele.
a) Explique o papel dos currais
eleitorais na sustentação política da República Velha.
b) Identifique dois movimentos
sociais surgidos na Primeira República que se apresentavam como alternativas às
estruturas políticas vigentes.
resposta:
a) Em torno dos coronéis giravam
o membros das oligarquias locais e regionais. O seu poder residia no controle
que exerciam sobre os eleitores. Todos eles tinham o seu "curral"
eleitoral, isto é, eleitores cativos que votavam sempre nos candidatos por eles
indicados, em geral através de troca de favores fundados na relação de
compadrio.
b) Movimentos Messiânicos de
Canudos e o do Contestado.
18. (UFRRJ) Maria Isaura Pereira de
Queirós resumiu da seguinte forma a estrutura coronelista como fundamento do
poder político da Primeira República no Brasil: A pergunta: "Quem é
você?" recebia invariavelmente a resposta: "Sou gente do coronel
fulano". Esta maneira de redarguir dava imediatamente a quem ouvia as
coordenadas necessárias para conhecer o lugar sócio-econômico do interlocutor,
além de sua posição política. O termo "gente" indicava primeiramente
que não se tratava de alguém do mesmo nível que o "coronel" ou sua
família; caso contrário, o parentesco seria invocado logo de início para situar
o indivíduo dentro do grupo (diria por exemplo "sou primo do coronel
Fulano").
QUEIRÓS, M. I. P. de. "O
coronelismo numa interpretação sociológica." In: Fausto, Boris (org.).
História Geral da Civilização Brasileira. v. 8. São Paulo: Difel, 1985, p. 185.
a) Aponte duas características do
coronelismo.
b) Comente a importância do
coronelismo para a "Política dos governadores".
resposta:
a) Voto de Cabresto (troca de
favores);hierarquia social;fraude eleitoral.
b) Com o controle eleitoral os
coronéis forneciam votos aos candidatos e em troca recebia liberdade de atuar
nos municípios e ajuda econômica.
19. (CFTMG) Na República Velha, o
coronelismo local projetou-se, na esfera estadual, através
a) do fortalecimento das
oligarquias estaduais.
b) da decadência do federalismo após
os primeiros anos da República.
c) do poder político das polícias
estaduais.
d) da exigência da confirmação
federal do resultado das eleições.
resposta:[A]
20. (Pucpr) A charge do gaúcho
Alfredo Storni feita em 1927 critica uma prática bastante utilizada no período
que ficou conhecido como República Velha (1989 - 1930).

Sobre a charge e esse período da
história brasileira, pode-se afirmar:
I - A charge satiriza o voto
imposto e controlado pelos coronéis e que ficou conhecido como voto de
cabresto.
II - A mulher que aparece na
charge representa a República e está condenando a velha prática do coronelismo
de indicar candidatos ao seu "curral eleitoral".
III - A charge reforça a idéia de
que as eleições na República Velha representavam uma farsa, pois eram os chefes
locais que determinavam em qual candidato o eleitorado sob seu domínio deveria
votar.
IV - Após a instauração da
República, o coronelismo foi enfraquecendo e o voto passou a ser secreto,
dificultando assim, a manipulação do eleitorado.
Estão corretas:
a) I e IV.
b) I e III.
c) II e IV.
d) III e IV.
e) I e II.
resposta:[B]
21. (Enem 2011) Completamente
analfabeto, ou quase, sem assistência médica, não lendo jornais, nem revistas,
nas quais se limita a ver figuras, o trabalhador rural, a não ser em casos
esporádicos, tem o patrão na conta de benfeitor. No plano político, ele luta
com o “coronel” e pelo “coronel”. Aí estão os votos de cabresto, que resultam,
em grande parte, da nossa organização econômica rural.
LEAL, V. N. Coronelismo, enxada e
voto. São Paulo: Alfa-Ômega, 1978 (adaptado).
O coronelismo, fenômeno político
da Primeira República (1889-1930), tinha como uma de suas principais
características o controle do voto, o que limitava, portanto, o exercício da
cidadania. Nesse período, esta prática estava vinculada a uma estrutura social
A) igualitária, com um nível
satisfatório de distribuição da renda.
B) estagnada, com uma relativa
harmonia entre as classes.
C) tradicional, com a manutenção
da escravidão nos engenhos como forma produtiva típica.
D) ditatorial, perturbada por um
constante clima de opressão mantido pelo exército e polícia.
E) agrária, marcada pela
concentração da terra e do poder político local e regional.
resposta:[E]
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